O projeto de lei 3.724/2021, que reconhece blocos e bandas de carnaval como manifestação da cultura nacional, foi sancionado em 24/4/2024. OU seja, os blocos passaram a ser oficialmente um Patrimônio Cultural do Brasil.
Crédito: Tânia Rego Agência BrasilO texto havia sido aprovado em março no Senado. Na ocasião, a relatora do projeto, Augusta Brito (PT-CE), disse que os blocos e bandas “refletem a grandeza de nossa diversidade cultural”.
Crédito: Flickr/Sidney RocharteEla citou o Mela-Mela, em cidades nordestinas, como Beberibe e Camocim (CE); os Caretas, em Guiratinga (MT) e os tradicionais Bate-bolas dos subúrbios cariocas (foto) como exemplos de manifestações culturais importantes.
Crédito: Reprodução/Redes SociaisOs blocos de rua divertem e arrastam multidões no período carnavalesco. E muitos têm nomes irreverentes e criativos que divertem. Veja alguns
Crédito: Facebook Me Fode que Eu Sou ProduçãoO "Amoribunda" brinca com as palavras. E faz referência à pessoa moribunda, ou seja, que já está morrendo: não por acaso, a concentração é atrás do cemitério da Vila Mariana, em São Paulo.
Crédito: DivulgaçãoTambém em São Paulo, fica o "Arrianu Suassunga". O bloco foi criado em 2015, saindo sempre no Pinheiros. O nome brinca com as palavras arriando sua sunga, além de homenagear o autor Ariano Suassuna.
Crédito: Instagram @arrianusuassungaO "Ritaleena" brinca com o nome do remédio ritalina, que serve para controlar a hiperatividade e o déficit de atenção. Além disso, homenageia a cantora Rita Lee. Ele foi criado em 2015.
Crédito: Paulo Guereta - FlickrO bloco "Sai, Hétero!" tem o nome autoexplicativo e é destinado ao público LGBTQIAP +. Ele foi fundado em 2016 e também existe no Rio de Janeiro.
Crédito: facebookBloco Sai, Hétero!O "Siga Bem Caminhoneira" também é voltado para o público LGBTQIAP +, especialmente as mulheres. O nome do bloco brinca com o estereótipo da mulher homoafetiva.
Crédito: facebook Siga Bem CaminhoneiraO "Samby e Júnior" foi criado em 2019 com sucesso no centro de São Paulo, tocando sucessos dos anos 90 e, claro, muito Sandy e Júnior.
Crédito: Instagram @samby_juniorO "Unidos da Ressaca do Diabo" foi criado pelos administradores de uma página no Instagram chamada "Ressaca do Diabo", que mostra fotos de pessoas com ressaca.
Crédito: Instagram @ressacadodiaboNa Mooca, o "Moocalor, Mêo!" brinca com o clima da cidade na época de Carnaval, além de uma gíria típica de São Paulo.
Crédito: Instagram @blocomoocalorO "Kaya na Gandaia", fundado em São Paulo em 2012, traz muito reggae e faz uma menção a um dos álbuns de Bob Marley, o "Kaya". Já gandaia é sinônimo de farra. Gilberto Gil tem um álbum chamado "Kaya N’Gan Daya". Ou seja, o nome é criativo.
Crédito: Instagram @blocokayanagandaiaO "Não Era Amor, Era Cilada" é um bloco que existe em vários locais do Brasil. O nome é uma referência ao refrão de uma das principais músicas da banda Molejo. O grupo, aliás, combina muito com o Carnaval.
Crédito: Youtube Canal BaladaO bloco "Nois Trupica Mas Não Cai" é uma homenagem a uma música de Rick e Renner, de 2005. Ele sai em São Paulo, no bairro Pinheiros.
Crédito: facebook Bloco Nois Trupica Mais Não CaiO bloco "Jenifer da Tinder" é uma homenagem ao maior hit do cantor Gabriel Diniz. A música e o bloco são de 2019, ano em que ele morreu.
Crédito: Instagram @blocosdecarnavalderuaEm São Paulo, um dos mais populares é o bloco "Casa Comigo", formado em 2013. Recentemente, foi criado o " Que Casar que Nada!", criado por solteiros para lá de convictos.
Crédito: instagram @blocoquecasarquenadaO bloco "João Capota na Alves" é de 2008. Ele foi criado para homenagear as ruas paulistas João Moura, Capote Valente e Alves Guimarães, onde moravam os fundadores.
Crédito: Marcelo Costa - FlickrEm São Paulo, o "Jegue Elétrico" tem um nome curioso. A sua proposta é tocar músicas de Carnaval oriundas das cinco regiões brasileiras. Também há muita marchinha bem-humorada.
Crédito: Instagram @blocojegueeletricospAinda em São Paulo, destaca-se o "Marquei de Combinar". Para aqueles que se comprometem com agendamentos e fica por isso mesmo...
Crédito: Facebook Marquei de CombinarE o que dizer do bloco paulistano "Quem Matou Odete Roitman?" Ele foi inspirado na pergunta que embalou a reta final da novela "Vale Tudo", da Globo, em 1988.
Crédito: Rede Globo de Televisão - Wikimédia CommonsO "Siri com Câimbra" desfila em Rio das Ostras, no litoral fluminense. E nem precisa explicar por que ele entrou na lista dos blocos divertidos.
Crédito: Divulgação FacebookNo Rio de Janeiro, um dos mais populares é o "Imprensa que eu Gamo", uma brincadeira com as palavras me e prensa (sinônimo de espremer). Ele foi fundado por jornalistas e desfila desde 1996 em Laranjeiras, na zona sul da cidade.
Crédito: Fernando Maia - Riotur - FlickrAinda na capital carioca, um muito famoso é o "Simpatia é Quase Amor". Além de criativo, ele merece destaque porque sua história está ligada à redemocratização do Brasil.
Crédito: Site SebastianaNo Largo do Machado, no Rio de Janeiro, existe o "Largo do Machado, Mas Não Largo do Copo". O nome brinca com o nome do bairro e com os hábitos boêmios de seus frequentadores. E ainda gerou um derivado: o bloco Largo do Machadinho (foto).
Crédito: Ana Cristina Campos - Agência BrasilE o que dizer do "Virilha de Minhoca"? Ele sai no bairro de Bangu, na Zona Oeste. Um dos nomes mais engraçados dos blocos brasileiros.
Crédito: Reprodução Redes SociaisO "Parei de beber, não parei de mentir" fala por si só: a cerveja está mais do que liberada.
Crédito: Reprodução Redes SociaisEm Olinda, cidade pernambucana ao lado da capital Recife, há o "Antes Aqui Que na UTI". O nome fala por si só, além de render uma rima.
Crédito: Reprodução Redes SociaisAgora, alguns blocos com duplo sentido: "Só o Cume Interessa", que fica na Urca, no Rio de Janeiro.
Crédito: Reprodução Redes Sociais"Trema na Linguiça" é outro com nome engraçado. Ele também faz uma referência à acentuação gráfica que não existe mais na palavra linguiça.
Crédito: Reprodução Redes SociaisO Bloco "Balança Meu Catete" reúne multidões no bairro do Catete, um dos mais tradicionais do Rio, onde fica o palácio que já foi sede da República do Brasil.
Crédito: Reprodução de TVO Bloco "Se Não quiser me dar, me empresta" sai pelas ruas de Ipanema, na orla do Rio
Crédito: Divulgação FacebookO 'Encosta Que Cresce" é um bloco carnavalesco que desfila no Distrito Federal.
Crédito: Divulgação