Oscar 2025: gesto de Adrien Brody com chiclete gera críticas nas redes sociais

Crédito: flickr - Tabercil

Consagrado pela segunda vez com o Oscar de Melhor Ator, Adrien Brody protagonizou uma cena inusitada e que desagradou muitos fãs na cerimônia de premiação, dia 02/03, em Los Angeles.

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Ao se dirigir para o palco, o astro de “O Brutalista” lembrou que mascava um chiclete e decidiu proceder de uma forma vista como inapropriada. Ele retirou a goma de mascar da boca e atirou para sua namorada, Georgina Chapman.

Crédito: Chiclete, Goma de Mascar - Reprodução do Youtube Canal Access Hollywood

A postura de Brody, que já era dono de uma estatueta por “O Pianista”, em 2003, foi bastante criticada nas redes sociais. Alguns declararam que o ator deveria ter aproveitado o longo discurso que fez para se desculpar com Georgina.

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“A esposa de Adrien Brody acaba de ganhar o prêmio de Melhor Companheira e sua estatueta é um pedaço de chiclete mastigado pelo marido, que jogou nela enquanto subia as escadas para receber seu Oscar”, ironizou um usuário.

Crédito: - Reprodução do Youtube Canal Access Hollywood

Para outra internauta, o gesto do ator nova-iorquino “foi mais chocante” que o tapa desferido por Will Smith em Chris Rock, na cerimônia de 2022.

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Já outro preferiu satirizar a cena: “Prendam Adrien Brody por atirar chiclete na esposa no Oscar”.

Crédito: Reprodução do Youtube Canal Access Hollywood

Você sabe como surgiu a goma de mascar? Veja a seguir essa e outras curiosidades sobre esse produto!

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Há registros dando conta que as civilizações Maia e Asteca recorriam a uma goma de árvore para produzir uma substância colante. Esses povos também mastigavam essa goma para dar refrescância ao hálito (na ilustração, um mascador asteca) .

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Há, porém, suspeitas de que o chiclete pode ter origens milênios antes da era cristã. “Os exemplos mais remotos que temos da goma vêm da Mesopotâmia (foto), começando no ano 9 mil AC. Encontramos resíduos de chiclete de bétula em dentes de adolescentes da época”, declarou a arqueóloga Jennifer Mathew, autora do livro “Chicle: The Chewing Gum of the Americas” (“Chiclete, a goma de mascar das Américas”), em entrevista ao portal G1.

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A primeira fábrica de chicletes dos Estados Unidos foi fundada em 1848, pelo empresário John Curtis. Porém, a goma, feita de resina da árvore de Picea, deixava um gosto amargo na boca e o produto não teve boa aceitação.

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O chiclete “vingou” de fato após a descoberta do chicle, seiva extraída de planta homônima. A produção da goma de mascar foi iniciativa do americano Thomas Adams. O fotógrafo é o "pai do chiclete moderno".

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Adams tomou conhecimento do chicle durante a visita a Nova York do então presidente do México, Antonio López de Santa Ana (foto).

Crédito: Domínio Público?wikimédia Commons

Após vender uma versão em formato de bolas cinzentas sem sabor, Adams criou uma goma com adição de açúcar, o que aumentou a aceitação do produto.

Crédito: PPOC, Library of Congress/Wikimédia Commons

A popularização efetiva do chiclete, no entanto, foi obra do industrial William Wrigley Jr., fundador da William Wrigley Jr. Company. Ele vendia sabonetes e notou que os consumidores agiam positivamente quando havia um brinde, no caso chiclete, junto com o produto.

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Nas décadas seguintes, a goma de mascar se popularizou a ponto de se tornar um produto escasso durante a Segunda Guerra Mundial. Isso porque ela fez parte da dieta dos soldados americanos para aliviar a tensão e se tornou um produto conhecido em outros países. Com o aumento desenfreado da demanda pelo chicle, passou a haver extração de substância acima do que as árvores produziam.

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Diante desse desafio, a indústria encontrou uma alternativa nos chicletes sintéticos - produzidos com goma que contém derivados do petróleo.

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Na segunda metade do século 20, o chiclete desfrutou de sua maior popularidade, associado à rebeldia nas bocas de astros do rock e do cinema de Hollywood.

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Atualmente, o chiclete é produzido com poucos ingredientes. Entre eles está o açúcar e o xarope de glicose, responsável por dar a consistência pegajosa.

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Mas o item principal é mesmo a goma feita com resina sintética a partir de derivados do petróleo.

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Açúcar, xarope de glicose e a goma-base são misturados em uma máquina chamada amassadora, que os transforma em uma massa. Em seguida, outra máquina dá forma ao produto, que será cortado e deixado em baixíssima temperatura para ganhar consistência.

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Açúcar, xarope de glicose e a goma-base são misturados em uma máquina chamada amassadora, que os transforma em uma massa. Na etapa final, há a aplicação de corante para em seguida embalar o produto.

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Mudanças de hábito, com dietas mais saudáveis, e a pandemia de Covid-19 afetaram a produção de chiclete nos últimos anos. No entanto, o produto segue presente em boa parte dos mercados mundiais.

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Uma curiosidade sobre a goma de mascar: por muitos anos foi proibido mascar chiclete em Singapura, na Ásia, com punições pesadas a quem fosse flagrado desrespeitando a legislação. Recentemente, as regras foram abrandadas, mas a comercialização segue vetada - exceto em farmácias mediante prescrição médica.

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