O australiano James Harrison, tido como um dos mais notáveis doadores de sangue do mundo, faleceu aos 88 anos.
Crédito: Divulgação/Australian Red Cross LifebloodSeu plasma foi fundamental para salvar a vida de mais de 2,4 milhões de bebês.
Crédito: Reprodução/MetroDe acordo com sua família, Harrison morreu tranquilamente enquanto dormia em uma casa de repouso localizada em Nova Gales do Sul, na Austrália, na Oceania, no dia 17/2/25.
Crédito: reprodução/Australian Red Cross LifebloodNa Austrália, ele era conhecido como "o homem do braço de ouro" devido à presença de um anticorpo raro em seu sangue, o Anti-D.
Crédito: pexels/Kaboompics.comEsse componente é essencial na produção de medicamentos administrados a gestantes cujos organismos correm o risco de atacar seus próprios bebês ainda no útero.
Crédito: Daniel Reche/PixabayO Serviço de Sangue da Cruz Vermelha Australiana (Lifeblood) prestou homenagem ao homem e disse que sua decisão de se tornar doador veio após receber transfusões sanguíneas durante uma complexa cirurgia no tórax aos 14 anos.
Crédito: wikimedia commons/creative commons/KgboHarrison iniciou suas doações de sangue aos 18 anos e manteve essa rotina a cada duas semanas até completar 81 anos.
Crédito: reprodução/The Sydney Morning Herald and The AgeDe 2005 a 2022, o australiano manteve o recorde mundial de maior quantidade de plasma sanguíneo doado — ele acabou sendo superado por um homem norte-americano.
Crédito: reproduçãoSegundo a filha de Harrison, Tracey Mellowship, seu pai sentia muito orgulho de ter salvado tantas vidas, sem causar dor ou custo algum.
Crédito: reprodução"Ele sempre disse que não dói, e a vida que você salva pode ser a sua", acrescentou Tracey.
Crédito: reproduçãoA própria Tracey e dois de seus filhos também receberam a imunoglobulina anti-D. "[James] Ficou feliz em ouvir sobre as muitas famílias como a nossa, que existiram por causa de sua gentileza", contou ela.
Crédito: reproduçãoA doença hemolítica do feto e do recém-nascido acontece quando o tipo sanguíneo da mãe é incompatível com o do bebê. Daí a importância da vacina anti-D para proteger os bebês.
Crédito: Lisa Fotios pexelsEssa condição acontece quando o tipo sanguíneo da mãe é incompatível com o do bebê.
Crédito: freepikO corpo da mãe então reconhece as células sanguíneas do bebê como uma ameaça e cria anticorpos para atacá-las.
Crédito: Daniel Reche/PixabayIsso pode causar problemas sérios, como anemia grave, insuficiência cardíaca e, em casos mais graves, até a morte do bebê.
Crédito: Picsea UnsplashAntes da criação da vacina com imunoglobulina anti-D, nos anos 1960, metade dos bebês diagnosticados com doença hemolítica não sobrevivia.
Crédito: pexels MART PRODUCTIONNão se sabe exatamente por que o sangue de James Harrison continha tantos anticorpos anti-D, mas acredita-se que isso possa estar ligado à grande transfusão de sangue que ele recebeu quando tinha 14 anos.
Crédito: reproduçãoNa Austrália, menos de 200 pessoas são doadoras desse tipo de sangue especial, mas, mesmo em pequeno número, ajudam cerca de 45 mil mães e bebês todos os anos, segundo o Serviço de Sangue da Cruz Vermelha Australiana.
Crédito: reprodução/instagram @lifebloodauA organização tem trabalhado com o Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza Hall para criar anticorpos anti-D em laboratório.
Crédito: Gnangarra/wikimedia commonsPara isso, os cientistas estão tentando reproduzir células sanguíneas e do sistema imunológico de Harrison e de outros doadores.
Crédito: fernando zhiminaicela/PixabayOs pesquisadores esperam que, no futuro, a versão sintética do anti-D possa ser usada para proteger gestantes em todo o mundo.
Crédito: Pexels/PixabaySegundo David Irving, diretor de pesquisa da Lifeblood, desenvolver esse tratamento tem sido um objetivo de longa data.
Crédito: reprodução/instagram @lifebloodauEle também destacou que há poucos doadores regulares que conseguem produzir anticorpos em quantidade e qualidade suficientes, tornando essa descoberta ainda mais importante.
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