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Cabral diz que propina da Fetranspor começou no governo de Moreira Franco

Novo depoimento faz parte da Operação Ponto Final

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Foto Reprodução

Por Redação Tupi

Nesta sexta-feira, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral deu um novo depoimento à Justiça Federal. A interrogação é parte da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato que apura sobre o esquema de propinas na Fetranspor, empresas de transportes do estado do Rio.

Ao chegar na audiência, que contou com o juiz Marcelo Bretas, o ex-governador disse que foi, nas palavras dele, “com o coração aberto”, e falou que o prefeito atual do Rio, Marcelo Crivella, recebeu a quantia de US$1,5 milhão para apoiar Eduardo Paes nas eleições para prefeitura em 2008.

Cabral disse que o sistema de gratificação teve início no governo Moreira Franco e continuou nos períodos do Leonel Brizola e Anthony Garotinho.Ele também disse que fez um acordo com Crivella para cobrir a proposta, e procurou Eike Batista para conseguir a verba.

A propina, que era conhecida como “Caixinha da Fetranspor”, era divida entre Executivo e Legislativo, e na campanha de 2006, ele recebu algo em torno de R$5 milhões. Além dessa verba, ele também recebeu, entre 2003 e 2006, um valor de Jorge Picciani que variava entre R$200 mil e R$300 mil.