Brasil
Ministro do STF prorroga inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF
De acordo com o relator, há investigações e diligências em andamento, entre elas o depoimento do presidente da República
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, nesta segunda-feira (11) por mais 90 dias, o Inquérito que apura declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro sobre suposta tentativa de interferência política do presidente da República, Jair Bolsonaro, na Polícia Federal.
A prorrogação se deve à necessidade de prosseguimento das investigações e à existência de diligências em andamento, e começará a contar a partir do encerramento do prazo final anterior (27/10).
Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a Polícia Federal a colher o depoimento de Bolsonaro em até 30 dias.
Um agravo contra a decisão do antigo relator do inquérito, ministro Celso de Mello (aposentado), que havia determinado que o presidente prestasse depoimento de forma presencial, foi retirado de pauta porque, minutos antes da sessão, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o presidente da República tem interesse em prestar depoimento pessoalmente.
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